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	<title>Alguem que j&#225; n&#227;o Fui</title>
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	<description>uma pessoa, multiplicada em v&#225;rias, com um pitada de sentimentalidade, um cora&#231;&#227;o aberto, que solta palavras ao vento e voa com as borboletas...adora jardins...</description>
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		<title>...Ventania</title>
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		<dc:date>18.05.08</dc:date>
		<dc:creator>fabioladepaula@terra.com.br</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>
O vento passou pela minha face e momentaneamente lembrei de vc...h&#225; muito tempo n&#227;o lembrava de vc , principalmente com o carinho que senti nesse momento...parecia at&#233; que era real...lembrei do seu sabor, da sua cor preferida, seu prato preferido,da saudade que nunca senti qd estava contigo...lebrei tb da vontade que tive de vc ser meu grande amor, mesmo sabendo que n&#227;o era...era apenas vontade...sim , lembrei disso e me doeu o peito...aquela dor que vc n&#227;o sabe se doe, lateja, internaliza, machuca, rasga...isso mesmo...aquela dor indecifr&#225;vel e inaceit&#225;vel por vc n&#227;o estar ali...sim , pq acreditei que tudo poderia dar certo da forma mais bonita...senti isso, meu corpo tremeu...uma esp&#233;cie de febre que n&#227;o existe...lembrei do teu cheiro, de nossas aventuras,de comer chocolates em um lugar qualquer...de ver sua chegada, de sentarmos num banco e ver o por-do-sol...de esperar teu telefonema mesmo que fosse 3, 4, 5, 6, 10 vzs ao dia...sempre era bom ...os apelidos...os passeios de bicicletas , ver teus olhos brilharem toda vez que &#237;amos comer pipocas pelas ruas...se &#233;ramos felizes? Vc me disse n&#227;o saber...para outros diz n&#227;o ter sido...e dentro de vc, o que realmente sentiu? Isso nunca vou saber e me martirizo por isso...gostaria de saber o que foi verdade ou n&#227;o...se o que senti foi mentira...se foi ,prefiro acreditar que minha mentira era verdade pq assim pude ser feliz...o vento trazia uma chuva fina...lembrei de banhos de chuvas especiais, da entrega de flores, de trechos de livros que foram s&#243; lidos para mim...de me deitar em seu peito e adormecer com a tua m&#250;sica predileta...e mesmo assim me disse&#160; que n&#227;o iria amar ningu&#233;m...a lembran&#231;a de tudo isso me d&#243;i por um momento pq pensei t&#234;-lo apagado de minha vida e apenas um vento faz tudo voltar com uma for&#231;a imensa...assim como o vento, vc passa e deixa a sensa&#231;&#227;o de ter estado aqui por um momento infinito...pode ser em pensamento ou atrav&#233;s da sua respira&#231;&#227;o solta em algum lugar que construiu com algu&#233;m e que algum momento, uma lembran&#231;a minha infiltrou-se em um gesto, uma cor, um sabor ou apenas um sorriso, pq a &#250;nica coisa que sei , &#233; que acreditei que no final do por do sol a lua iria aparecer...e o que vi foi apenas a noite com o c&#233;u nublado...mas n&#227;o pude negar o fato que, apesar de&#160; n&#227;o estar vendo a lua.,ela existia e estava ali...entendeu? ela estava ali...e vc n&#227;o exergou a &#250;nica coisa que pude te dar...e isso n&#227;o tem nome apenas um sentido &#250;nico que vai com o vento e que algum dia chegar&#225; em vc tarde, bem tarde ...apenas com uma saudade de algo que nem sabe de que &#233;...por&#233;m a dor estar&#225; ali...sempre que o vento passar pelo meu rosto...ent&#227;o lembrei da casa que n&#227;o constru&#237;mos,do amor que n&#227;o fizemos, do casamento que n&#227;o tivemos, dos filhos que ter&#237;amos e dos nomes que escolher&#237;amos para eles...lembrei do nosso primeiro pa&#237;s a visitar em nossa lua de mel...lembrei do pulo de para &#8211;quedas que prometemos e n&#227;o realizamos, dos mergulhos do mar de noronha, dos nossos sonhos que n&#227;o tivemos...e a&#237; sim, a&#237; sim, senti a verdadeira dor, daquela de n&#227;o nos ter dado a oportunidade de sermos felizes...jogamos fora toda a compatibilidade e companheirismo que t&#237;nhamos...e agora fico a pensar no PODERIAMOS...isso sim d&#243;i. Como a lembran&#231;a de uma tempestade...paro,balan&#231;o a cabe&#231;a e me levanto ...fico a pensar que tudo n&#227;o passou apenas de um vento que tocou a minha face e caminho naquele sol do dia chuvoso...sentindo as gotas da chuva em meus cabelos que voavam sobre meu rosto e confundia com algumas lagrimas que nem sei se eram reais ou apenas uma mentira verdadeira em que acreditei para poder ser feliz....
Dezembro de 2007
&#160;</description>
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		<title>Ponto final</title>
		<link>http://alguemquejanaofui.blog.terra.com.br/ponto_final</link>
		<dc:date>05.05.08</dc:date>
		<dc:creator>fabioladepaula@terra.com.br</dc:creator>
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		<description>&#160;
Tereza abre os olhos lentamente e decide que aquele dia poder&#225; ser diferente...pensa no que pode fazer...o que pode ser modificado...sabe da sensa&#231;&#227;o que tem no meio do vazio de um dia que &#233; sempre cinza...ela olha pela janela , pessoas andando nas cal&#231;adas, cachorros carentes, crian&#231;as inquietas e pais sem paci&#234;ncia...pensa ela que as pessoas poderiam muito mais sentir do que s&#243; agir...caminha at&#233; o banheiro e sentada em frente ao espelho, fica a pensar em escrever aquela velha carta...aquela que a muito tempo guarda no peito e nos seus pensamentos quando vai dormir...as palavras ecoam dentro de si...a coragem faltava, mas ela nunca teve coragem de dizer as palavras mais verdadeiras...a n&#227;o ser com seu olhar confuso qd encontrava-se com ele...claro que Tereza nunca deixaria ele perceber tudo aquilo que a fazia imensa ... ela coloca a m&#250;sica no som, pega a x&#237;cara, ferve a &#225;gua...era caf&#233; sol&#250;vel...caf&#233; sol&#250;vel &#233; bem mais f&#225;cil de se fazer e tomar... a facilidade do cotidiano faz com que a gente n&#227;o enxergue o prazer da caminhada...o que importa sempre &#233; o resultado final para as pessoas...nada de processos...o resultado final de Tereza era sem fim...pega sua agenda, olhava para aquelas datas e de como n&#227;o compreendia o tempo...algo t&#227;o longe parece t&#227;o perto...Tereza olha novamente pra janela , rachaduras na parede, um rel&#243;gio velho de p&#234;ndulo que havia herdado da sua av&#243;...uma l&#225;grima cai de seu rosto e ela percebe o quanto ela mente pra si...pq n&#227;o faz com que vejam o que sente? Pq se importa tanto com os outros a ponto de n&#227;o fazer com que ningu&#233;m a enxergue? Que ningu&#233;m veja suas dores? Seus sentimentos?...ela quer gritar naquele momento e o sil&#234;ncio presencia sua inquieta&#231;&#227;o ...solu&#231;os surgem,fecha os olhos,cora&#231;&#227;o palpita,a ang&#250;stia toma conta da sua alma, suas m&#227;os im&#243;veis, seu corpo inerte...seu peito aperta...ela aperta os olhos como se conseguisse fazer com que o mundo a enxergasse...pega a folha em branco...ela vai apostar em todas as suas possibilidades...naquele dia tudo estava mais forte...segura o telefone, disca o n&#250;mero ...algu&#233;m atende e ela silencia...j&#225; fazia tanto tempo... risca a folha, faz desenhos confusos enquanto escuta a voz dele...ele continua na linha falando al&#244;...ela tr&#234;mula, fica feliz s&#243; de ouvir a sua voz, queria que ele soubesse que era ela...tenta dizer algo...mas a sua boca n&#227;o consegue...pq ele n&#227;o adivinha o que sente e o que ela quer dizer? ...ela nem sabe o que quer dizer pq essas ciosas n&#227;o se diz...j&#225; faz tanto tempo e algo teima em estar vivo...em acreditar que vale a pena...ela fica com seus pensamentos e questiona pq ele n&#227;o escuta o que est&#225; em seu cora&#231;&#227;o? ...a confus&#227;o...ela desliga e nota que desenhara no meio de seus rabiscos, tr&#234;mulos cora&#231;&#245;es desordenados...&#233; tudo t&#227;o simples, bastava olhar...segura a folha, decide escrever, respira fundo como se pudesse expulsar de si o q n&#227;o se tem controle...pensa em tudo que viveram, como se conheceram, como tiveram o primeiro contato &#237;ntimo...como se sentiam bem olhando &#224;s vezes para o infinito...ou qd achavam gra&#231;a cantando desafinados...era assim, simplesmente assim...cria coragem, aponta a ponta do l&#225;pis, olha para aquela folha em branco e come&#231;a escrever pelo ponto final...mas &#224;s vzs sua alma insistia ficar na retic&#234;ncias... 
(Setembro de 2005)</description>
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		<title>voyage</title>
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		<dc:date>24.10.07</dc:date>
		<dc:creator>fabioladepaula@terra.com.br</dc:creator>
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&#160;
Via passar a paisagem pela janela, algo parecido com que acontecia em sua vida...a todo momento a paisagem mudava com uma velocidade imensa e ele ali parado, sentado, arrastando chinelos nos p&#233;s, esperando a pr&#243;xima parada onde poderia acender seu cigarro que acalmava a ansiedade que fazia seu cora&#231;&#227;o palpitar...quantas coisas felizes deixara passar em sua vida com o simples medo de sofrer...achava que o que tinha bastava, embora sentisse um enorme vazio e uma ang&#250;stia vez ou outra atormentando o ju&#237;zo...a&#237; &#233; que vinha a falha pois permitia-se errar para aliviar a sua dor...adorava seu comodismo...era mais f&#225;cil conviver com o que conhecia do que com o que n&#227;o conhecia...pelo menos sabia o terreno que estava pisando, embora n&#227;o gostasse...sempre havia uma parada, assim como as viagens...n&#227;o sabia aonde tudo ia chegar ou se ia chegar...detestava a id&#233;ia de ser um ser humano...ser humano dava muito trabalho, tem que trabalhar, estudar, ser corretamente &#233;tico, amar, ser soci&#225;vel e detestava tudo isso...sofria, fazia sofrer, mesmo sem querer magoar algu&#233;m, sempre magoava...alguns aceitavam calados e deixavam passar, outros n&#227;o...cobravam e o julgavam at&#233; a morte...era dif&#237;cil sim...a parada se aproximava, pegava a carteira e o enorme prazer do primeiro trago...enchia os pulm&#245;es daquela fuma&#231;a e soltava pelo nariz...o frio, o fez tomar aquela velha dose de cacha&#231;a...desculpa esfarrapada pois poderia estar calor e mesmo assim tomaria aquele liquido que queimava a garganta...n&#227;o sabia aonde chegar...n&#227;o sabia como parar...fingia para si e para com quem convivia que estava tudo bem e ali covardemente fugia...mas n&#227;o se pode fugir de si mesmo, nem de seus pensamentos...lembra do bilhete que deixou em cima da mesa...pensou como reagiriam...e ningu&#233;m sabia que estava ali...pela 1&#186; vez tomou uma atitude corajosa e mesmo assim n&#227;o assumia seus sentimentos...viu ali perto crian&#231;as brincando, um senhor que ficava calado com o olhar fixo para o nada, outro fazia sandu&#237;ches r&#225;pidos para os passageiros que iriam logo embarcar, um b&#234;bado sem consci&#234;ncia &#8211; logo riu e pensou que poderia ser ele. Uma m&#227;e amamentando...um casal feliz...pensou que n&#227;o queria ser nada daquilo...uma l&#225;grima escorre no canto do olho e ele enxuga rapidamente pq homem n&#227;o chora...uma cachorro fica a seu lado...parece que ouvia seus pensamentos...ele fica ali parado...poderia ser um cachorro que ningu&#233;m se importa...rapidamente v&#234; sua carteira de identidade e n&#227;o se identifica...como um papel poderia dizer quem era?...n&#227;o se identificava em nada ali...era apenas n&#250;meros que servia para fazer os poucos cart&#245;es de cr&#233;dito que havia em sua carteira...n&#227;o sabia quem era...tinha nome forte, mas era um fracasso... Lu&#237;s...Lu&#237;s ... parecia luz...mas sua escurid&#227;o era maior de todas que tinha visto...sobe novamente no &#244;nibus sem saber que rumo tomar...al&#237;as rumo &#233; uma palavra que n&#227;o conhece a muito tempo...tempo &#233; uma palavra tamb&#233;m sumida em seu dicion&#225;rio...e vida &#233; o que espera buscar quando retornar pela mesma estrada, entrar pela mesma porta e viver tudo que pensou em deixar pra tr&#225;s...e quem sabe pegar um &#244;nibus da pr&#243;xima vez que n&#227;o o retorne para o mesmo lugar...</description>
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		<dc:date>24.09.07</dc:date>
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Ele se fez covarde suficientemente para aceitar que a felicidade dele era tudo aquilo que ele nunca quis...</description>
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		<dc:date>31.08.07</dc:date>
		<dc:creator>fabioladepaula@terra.com.br</dc:creator>
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		<description>
E a menina se senta numa cal&#231;ada qualquer, numa rua qualquer , meio perdida em seus pensamentos, o ch&#227;o some de seus p&#233;s e o c&#233;u j&#225; n&#227;o &#233; t&#227;o bonito assim...ela n&#227;o sabe bem pq a vida a surpreende em quest&#245;es de minutos...tudo muda muito r&#225;pido e tudo que ela investe e acredita aponta para a dire&#231;&#227;o errada...talvez algu&#233;m a entenda...mas aquilo tudo em que todos afirmam n&#227;o &#233; nada daquilo...ilus&#243;rio...tvz o mundo seja ilus&#243;rio...tudo que ela queria era uma abra&#231;o, daqueles que n&#227;o se diz nada, nem se pergunta nada...ou tvz desejasse que o mundo n&#227;o precisasse de explica&#231;&#245;es...a ang&#250;stia se apresenta,e a apatia tb, ela j&#225; n&#227;o se move...nem consegue...a &#250;nica coisa que consegue &#233; direcionar seu olhar para lugar algum...mas dizem que o mundo gira.</description>
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O vento passou pela minha face e momentaneamente lembrei de vc...h&#225; muito tempo n&#227;o lembrava de vc , principalmente com o carinho que senti nesse momento...parecia at&#233; que era real...lembrei do seu sabor, da sua cor preferida, seu prato preferido,da saudade que nunca senti qd estava contigo...lebrei tb da vontade que tive de vc ser meu grande amor, mesmo sabendo que n&#227;o era...era apenas vontade...sim , lembrei disso e me doeu o peito...aquela dor que vc n&#227;o sabe se doe, lateja, internaliza, machuca, rasga...isso mesmo...aquela dor indecifr&#225;vel e inaceit&#225;vel por vc n&#227;o estar ali...sim , pq acreditei que tudo poderia dar certo da forma mais bonita...senti isso, meu corpo tremeu...uma esp&#233;cie de febre que n&#227;o existe...lembrei do teu cheiro, de nossas aventuras,de comer chocolates em um lugar qualquer...de ver sua chegada, de sentarmos num banco e ver o por-do-sol...de esperar teu telefonema mesmo que fosse 3, 4, 5, 6, 10 vzs ao dia...sempre era bom ...os apelidos...os passeios de bicicletas , ver teus olhos brilharem toda vez que &#237;amos comer pipocas pelas ruas...se &#233;ramos felizes? Vc me disse n&#227;o saber...para outros diz n&#227;o ter sido...e dentro de vc, o que realmente sentiu? Isso nunca vou saber e me martirizo por isso...gostaria de saber o que foi verdade ou n&#227;o...se o que senti foi mentira...se foi ,prefiro acreditar que minha mentira era verdade pq assim pude ser feliz...o vento trazia uma chuva fina...lembrei de banhos de chuvas especiais, da entrega de flores, de trechos de livros que foram s&#243; lidos para mim...de me deitar em seu peito e adormecer com a tua m&#250;sica predileta...e mesmo assim me disse&#160; que n&#227;o iria amar ningu&#233;m...a lembran&#231;a de tudo isso me d&#243;i por um momento pq pensei t&#234;-lo apagado de minha vida e apenas um vento faz tudo voltar com uma for&#231;a imensa...assim como o vento, vc passa e deixa a sensa&#231;&#227;o de ter estado aqui por um momento infinito...pode ser em pensamento ou atrav&#233;s da sua respira&#231;&#227;o solta em algum lugar que construiu com algu&#233;m e que algum momento, uma lembran&#231;a minha infiltrou-se em um gesto, uma cor, um sabor ou apenas um sorriso, pq a &#250;nica coisa que sei , &#233; que acreditei que no final do por do sol a lua iria aparecer...e o que vi foi apenas a noite com o c&#233;u nublado...mas n&#227;o pude negar o fato que, apesar de&#160; n&#227;o estar vendo a lua.,ela existia e estava ali...entendeu? ela estava ali...e vc n&#227;o exergou a &#250;nica coisa que pude te dar...e isso n&#227;o tem nome apenas um sentido &#250;nico que vai com o vento e que algum dia chegar&#225; em vc tarde, bem tarde ...apenas com uma saudade de algo que nem sabe de que &#233;...por&#233;m a dor estar&#225; ali...sempre que o vento passar pelo meu rosto...ent&#227;o lembrei da casa que n&#227;o constru&#237;mos,do amor que n&#227;o fizemos, do casamento que n&#227;o tivemos, dos filhos que ter&#237;amos e dos nomes que escolher&#237;amos para eles...lembrei do nosso primeiro pa&#237;s a visitar em nossa lua de mel...lembrei do pulo de para &#8211;quedas que prometemos e n&#227;o realizamos, dos mergulhos do mar de noronha, dos nossos sonhos que n&#227;o tivemos...e a&#237; sim, a&#237; sim, senti a verdadeira dor, daquela de n&#227;o nos ter dado a oportunidade de sermos felizes...jogamos fora toda a compatibilidade e companheirismo que t&#237;nhamos...e agora fico a pensar no PODERIAMOS...isso sim d&#243;i. Como a lembran&#231;a de uma tempestade...paro,balan&#231;o a cabe&#231;a e me levanto ...fico a pensar que tudo n&#227;o passou apenas de um vento que tocou a minha face e caminho naquele sol do dia chuvoso...sentindo as gotas da chuva em meus cabelos que voavam sobre meu rosto e confundia com algumas lagrimas que nem sei se eram reais ou apenas uma mentira verdadeira em que acreditei para poder ser feliz....
Dezembro de 2007
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Tereza abre os olhos lentamente e decide que aquele dia poder&#225; ser diferente...pensa no que pode fazer...o que pode ser modificado...sabe da sensa&#231;&#227;o que tem no meio do vazio de um dia que &#233; sempre cinza...ela olha pela janela , pessoas andando nas cal&#231;adas, cachorros carentes, crian&#231;as inquietas e pais sem paci&#234;ncia...pensa ela que as pessoas poderiam muito mais sentir do que s&#243; agir...caminha at&#233; o banheiro e sentada em frente ao espelho, fica a pensar em escrever aquela velha carta...aquela que a muito tempo guarda no peito e nos seus pensamentos quando vai dormir...as palavras ecoam dentro de si...a coragem faltava, mas ela nunca teve coragem de dizer as palavras mais verdadeiras...a n&#227;o ser com seu olhar confuso qd encontrava-se com ele...claro que Tereza nunca deixaria ele perceber tudo aquilo que a fazia imensa ... ela coloca a m&#250;sica no som, pega a x&#237;cara, ferve a &#225;gua...era caf&#233; sol&#250;vel...caf&#233; sol&#250;vel &#233; bem mais f&#225;cil de se fazer e tomar... a facilidade do cotidiano faz com que a gente n&#227;o enxergue o prazer da caminhada...o que importa sempre &#233; o resultado final para as pessoas...nada de processos...o resultado final de Tereza era sem fim...pega sua agenda, olhava para aquelas datas e de como n&#227;o compreendia o tempo...algo t&#227;o longe parece t&#227;o perto...Tereza olha novamente pra janela , rachaduras na parede, um rel&#243;gio velho de p&#234;ndulo que havia herdado da sua av&#243;...uma l&#225;grima cai de seu rosto e ela percebe o quanto ela mente pra si...pq n&#227;o faz com que vejam o que sente? Pq se importa tanto com os outros a ponto de n&#227;o fazer com que ningu&#233;m a enxergue? Que ningu&#233;m veja suas dores? Seus sentimentos?...ela quer gritar naquele momento e o sil&#234;ncio presencia sua inquieta&#231;&#227;o ...solu&#231;os surgem,fecha os olhos,cora&#231;&#227;o palpita,a ang&#250;stia toma conta da sua alma, suas m&#227;os im&#243;veis, seu corpo inerte...seu peito aperta...ela aperta os olhos como se conseguisse fazer com que o mundo a enxergasse...pega a folha em branco...ela vai apostar em todas as suas possibilidades...naquele dia tudo estava mais forte...segura o telefone, disca o n&#250;mero ...algu&#233;m atende e ela silencia...j&#225; fazia tanto tempo... risca a folha, faz desenhos confusos enquanto escuta a voz dele...ele continua na linha falando al&#244;...ela tr&#234;mula, fica feliz s&#243; de ouvir a sua voz, queria que ele soubesse que era ela...tenta dizer algo...mas a sua boca n&#227;o consegue...pq ele n&#227;o adivinha o que sente e o que ela quer dizer? ...ela nem sabe o que quer dizer pq essas ciosas n&#227;o se diz...j&#225; faz tanto tempo e algo teima em estar vivo...em acreditar que vale a pena...ela fica com seus pensamentos e questiona pq ele n&#227;o escuta o que est&#225; em seu cora&#231;&#227;o? ...a confus&#227;o...ela desliga e nota que desenhara no meio de seus rabiscos, tr&#234;mulos cora&#231;&#245;es desordenados...&#233; tudo t&#227;o simples, bastava olhar...segura a folha, decide escrever, respira fundo como se pudesse expulsar de si o q n&#227;o se tem controle...pensa em tudo que viveram, como se conheceram, como tiveram o primeiro contato &#237;ntimo...como se sentiam bem olhando &#224;s vezes para o infinito...ou qd achavam gra&#231;a cantando desafinados...era assim, simplesmente assim...cria coragem, aponta a ponta do l&#225;pis, olha para aquela folha em branco e come&#231;a escrever pelo ponto final...mas &#224;s vzs sua alma insistia ficar na retic&#234;ncias... 
(Setembro de 2005)</description>
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		<title>voyage</title>
		<link>http://alguemquejanaofui.blog.terra.com.br/voyage</link>
		<dc:date>24.10.07</dc:date>
		<dc:creator>fabioladepaula@terra.com.br</dc:creator>
		<dc:subject>Outros</dc:subject>
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&#160;
Via passar a paisagem pela janela, algo parecido com que acontecia em sua vida...a todo momento a paisagem mudava com uma velocidade imensa e ele ali parado, sentado, arrastando chinelos nos p&#233;s, esperando a pr&#243;xima parada onde poderia acender seu cigarro que acalmava a ansiedade que fazia seu cora&#231;&#227;o palpitar...quantas coisas felizes deixara passar em sua vida com o simples medo de sofrer...achava que o que tinha bastava, embora sentisse um enorme vazio e uma ang&#250;stia vez ou outra atormentando o ju&#237;zo...a&#237; &#233; que vinha a falha pois permitia-se errar para aliviar a sua dor...adorava seu comodismo...era mais f&#225;cil conviver com o que conhecia do que com o que n&#227;o conhecia...pelo menos sabia o terreno que estava pisando, embora n&#227;o gostasse...sempre havia uma parada, assim como as viagens...n&#227;o sabia aonde tudo ia chegar ou se ia chegar...detestava a id&#233;ia de ser um ser humano...ser humano dava muito trabalho, tem que trabalhar, estudar, ser corretamente &#233;tico, amar, ser soci&#225;vel e detestava tudo isso...sofria, fazia sofrer, mesmo sem querer magoar algu&#233;m, sempre magoava...alguns aceitavam calados e deixavam passar, outros n&#227;o...cobravam e o julgavam at&#233; a morte...era dif&#237;cil sim...a parada se aproximava, pegava a carteira e o enorme prazer do primeiro trago...enchia os pulm&#245;es daquela fuma&#231;a e soltava pelo nariz...o frio, o fez tomar aquela velha dose de cacha&#231;a...desculpa esfarrapada pois poderia estar calor e mesmo assim tomaria aquele liquido que queimava a garganta...n&#227;o sabia aonde chegar...n&#227;o sabia como parar...fingia para si e para com quem convivia que estava tudo bem e ali covardemente fugia...mas n&#227;o se pode fugir de si mesmo, nem de seus pensamentos...lembra do bilhete que deixou em cima da mesa...pensou como reagiriam...e ningu&#233;m sabia que estava ali...pela 1&#186; vez tomou uma atitude corajosa e mesmo assim n&#227;o assumia seus sentimentos...viu ali perto crian&#231;as brincando, um senhor que ficava calado com o olhar fixo para o nada, outro fazia sandu&#237;ches r&#225;pidos para os passageiros que iriam logo embarcar, um b&#234;bado sem consci&#234;ncia &#8211; logo riu e pensou que poderia ser ele. Uma m&#227;e amamentando...um casal feliz...pensou que n&#227;o queria ser nada daquilo...uma l&#225;grima escorre no canto do olho e ele enxuga rapidamente pq homem n&#227;o chora...uma cachorro fica a seu lado...parece que ouvia seus pensamentos...ele fica ali parado...poderia ser um cachorro que ningu&#233;m se importa...rapidamente v&#234; sua carteira de identidade e n&#227;o se identifica...como um papel poderia dizer quem era?...n&#227;o se identificava em nada ali...era apenas n&#250;meros que servia para fazer os poucos cart&#245;es de cr&#233;dito que havia em sua carteira...n&#227;o sabia quem era...tinha nome forte, mas era um fracasso... Lu&#237;s...Lu&#237;s ... parecia luz...mas sua escurid&#227;o era maior de todas que tinha visto...sobe novamente no &#244;nibus sem saber que rumo tomar...al&#237;as rumo &#233; uma palavra que n&#227;o conhece a muito tempo...tempo &#233; uma palavra tamb&#233;m sumida em seu dicion&#225;rio...e vida &#233; o que espera buscar quando retornar pela mesma estrada, entrar pela mesma porta e viver tudo que pensou em deixar pra tr&#225;s...e quem sabe pegar um &#244;nibus da pr&#243;xima vez que n&#227;o o retorne para o mesmo lugar...</description>
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		<dc:creator>fabioladepaula@terra.com.br</dc:creator>
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Ele se fez covarde suficientemente para aceitar que a felicidade dele era tudo aquilo que ele nunca quis...</description>
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		<title>...</title>
		<link>http://alguemquejanaofui.blog.terra.com.br/</link>
		<dc:date>31.08.07</dc:date>
		<dc:creator>fabioladepaula@terra.com.br</dc:creator>
		<dc:subject>Outros</dc:subject>
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E a menina se senta numa cal&#231;ada qualquer, numa rua qualquer , meio perdida em seus pensamentos, o ch&#227;o some de seus p&#233;s e o c&#233;u j&#225; n&#227;o &#233; t&#227;o bonito assim...ela n&#227;o sabe bem pq a vida a surpreende em quest&#245;es de minutos...tudo muda muito r&#225;pido e tudo que ela investe e acredita aponta para a dire&#231;&#227;o errada...talvez algu&#233;m a entenda...mas aquilo tudo em que todos afirmam n&#227;o &#233; nada daquilo...ilus&#243;rio...tvz o mundo seja ilus&#243;rio...tudo que ela queria era uma abra&#231;o, daqueles que n&#227;o se diz nada, nem se pergunta nada...ou tvz desejasse que o mundo n&#227;o precisasse de explica&#231;&#245;es...a ang&#250;stia se apresenta,e a apatia tb, ela j&#225; n&#227;o se move...nem consegue...a &#250;nica coisa que consegue &#233; direcionar seu olhar para lugar algum...mas dizem que o mundo gira.</description>
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